All I Need Is a Book: Resenha - Série "Game of Thrones" - S04E09 "The Watchers on The Wall"

10 de junho de 2014

Resenha - Série "Game of Thrones" - S04E09 "The Watchers on The Wall"

   
   Título: Game of Thrones

   Episódio: S04E09 - "The Watchers On The Wall"

   Gênero: Aventura, Drama, Fantasia

   Transmissão: HBO  

   Temporadas: 4 (presente)

   Classificação:

 

  Não sei porque não escrevi resenhas sobre GoT antes. É a série que eu acompanho mais avidamente, e não por acaso, também é a minha favorita. Talvez seja por ter visto o episódio que mais gostei de toda terceira temporada, mas decidi que era hora e começar. É isso aí.




  Este post contém spoilers, se você não está em dia com os episódios, não leu os livros e não quer receber qualquer informação a respeito deles, bem...você foi avisado.


  Eu tenho um sério problema com a quarta temporada de Game of Thrones. Desde que li os livros (entre janeiro e fevereiro deste ano) sinto muita falta de como era colocar-me em frente a TV e surpreender-me com as reviravoltas da história de George R. R. Martin. Não que eu me arrependa. Ler os livros deu-me uma visão mais ampla da história, algo que eu queria muito. Mas é impossível não me recordar de como me senti assistindo a cenas como o decapitamento de Ned e ao Casamento Vermelho e desejar ter sentido o mesmo com o Casamento Púrpura e a luta da Víbora vs a Montanha. O que muito me encantou nesse último episódio foi a ausência dessa sensação. Eu me encontrei nervosa e totalmente presa nele, independentemente de saber o final.



  Eu sabia que o episódio seria focado na muralha, porém isso pareceu adquirir mais peso quando vi o nome de Kit Harrington (Jon Snow) como o primeiro a aparecer na abertura (eu ainda meio que esperava ver o usual Tyrion) depois dele somente outros quatro nomes (Sam, Goiva, Ygritte e Tormund). Para a primeira vez em que um só núcleo seria responsável por um capítulo inteiro, a batalha tinha que ser épica. Não me decepcionei.

  Enfim, começando do começo. Considerando que a última vez que vimos Jon e Ygritte como um casal foi no final da terceira temporada (ages ago) havia a necessidade de um retrospecto. Gostei da maneira como isso foi retratado, o desconforto de Jon, a curiosidade os comentários de Sam foi uma boa maneira de iniciar o episódio. E logo vemos o outro lado, os selvagens. Ver um Thenn como um troca-peles não devia ser surpresa, creio que isso será necessário mais a frente. E Ygritte, uma das minhas atuações preferidas, com toda sua raiva e sede de vingança e seu amor mal resolvido por Jon, só fez com que eu ansiasse mais pelo reencontro dos dois. Foi ótimo ver a força da personagem quando ela enfrenta Styr.



  Goiva e seu bebê passando a metros dos selvagens, no entanto, me desagradou. Certamente que passar tão perto deles em um campo aberto seria um risco desnecessário, um deles poderia ter simplesmente levantado a cabeça e a avistado e montar acampamento sem deixar guardas ao redor é uma estupidez. Ela não deveria ter passado tão livremente.

  A conversa de Sam com Meistre Aemon é agradável e nos recorda de sua origem Targaryen. Sam mal tem tempo de reaver Goiva e a invasão tem seu início. Alliser Thorne deixa de lado suas diferenças com Jon pela batalha enquanto Goiva é ingênua e otimista ao pedir a promessa de que Sam não morrerá. E mais uma vez, a HBO mostra seu serviço com os impressionantes efeitos especiais. Os mamutes e gigantes couberam perfeitamente no cenário, não deixando motivos para duvidarmos do realismo de futuras cenas envolvendo criaturas místicas.


  Como alguém que esperava muito, finalmente, ver Jon no comando, odiei vê-lo parado atrás de Sor Allister enquanto este gritava comandos. Poxa, se a Guarda da Noite não tem homens o bastante, não pode deixar um de bobeira, não é? Mesmo quando assume a liderança nada o impediria de usar um arco. Faltava o Jon do livro, de dedos ensanguentados de tanto disparar flechas. Mas isso pode até ser esquecido quando ele desce para lutar contra os selvagens de espada em punho. Disparar flechas a  distância é bem impessoal e o embate de Jon com o Thenn foge disso.


  A cena final de Ygritte e Jon é bem satisfatória. O diálogo é fiel ao livro, mas fazer com que Jon presenciasse a flechada, e soubesse quem a causou tornou tudo mais forte e comovente. Todas as emoções estão lá. Jon é convincente com seu sorriso ao vê-la e com sua surpresa quando é atingida. Fazer com que o menino, Olly, a tenha matado foi bem a cara da série. Foi Sam que disse para ele lutar. É sombrio e cruel, mas como foi Ygritte que matou a família dele também é justo.


  Voltando um pouco. Simpatizei pela primeira vez com Sor Alliser diante de sua determinação ao motivar seus irmãos, ele pode agir como um idiota mas é uma posição dele é difícil de qualquer modo. Isso é acentuado pela hipocrisia e prepotência de Janos Slynt, que se mostra um covarde. Numa luta sempre há aqueles que não são corajosos. Seria bom de vê-lo desmoralizado e tendo que se submeter a Jon. Quanto a Fantasma, ele realmente merecia uma participação maior. Para um animal de tamanho poder sua participação passa praticamente despercebida, um desperdício.


  Uma das minhas cenas favoritas foi definitivamente Grenn e seus companheiros defendendo o portão interno. Com todos os desacordos, brigas internas ficava claro a fraqueza da Muralha, toda a nobreza e honra estavam perdidas. Mas ver os votos serem repetidos diante da ameaça de um gigante mostrou que há esperança.


  O episódio termina nos deixando ansiar pelo próximo capítulo. Muita coisa que eu esperava que acontecesse não foi abordada, porém, creio que foi para melhor. Pôde-se desenvolver bem os tramas presentes e deixar a conclusão para a season finale. Ah, qual não seria a surpresa para aqueles que não sabem o que está por vir hahaha. 


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