Título: Game of Thrones
Episódio: S04E09 - "The Watchers On The Wall"
Gênero: Aventura, Drama, Fantasia
Transmissão: HBO
Temporadas: 4 (presente)
Classificação:





Não sei porque não escrevi resenhas sobre GoT antes. É a
série que eu acompanho mais avidamente, e não por acaso, também é a minha
favorita. Talvez seja por ter visto o episódio que mais gostei de toda terceira temporada, mas decidi que era hora e
começar. É isso aí.
Este post contém spoilers, se você não está em dia com
os episódios, não leu os livros e não quer receber qualquer informação a
respeito deles, bem...você foi avisado.
Eu tenho um sério
problema com a quarta temporada de Game of Thrones. Desde que li os livros
(entre janeiro e fevereiro deste ano) sinto muita falta de como era colocar-me
em frente a TV e surpreender-me com as reviravoltas da história de George R. R.
Martin. Não que eu me arrependa. Ler os livros deu-me uma visão mais ampla da
história, algo que eu queria muito. Mas é impossível não me recordar de como me
senti assistindo a cenas como o decapitamento de Ned e ao Casamento Vermelho e
desejar ter sentido o mesmo com o Casamento Púrpura e a luta da Víbora vs a
Montanha. O que muito me encantou nesse último episódio foi a ausência dessa
sensação. Eu me encontrei nervosa e
totalmente presa nele, independentemente de saber o final.
Eu sabia que o
episódio seria focado na muralha, porém isso pareceu adquirir mais peso quando
vi o nome de Kit Harrington (Jon Snow) como o primeiro a aparecer na abertura
(eu ainda meio que esperava ver o usual Tyrion) depois dele somente outros
quatro nomes (Sam, Goiva, Ygritte e Tormund). Para a primeira vez em que um só
núcleo seria responsável por um capítulo inteiro, a batalha tinha que ser
épica. Não me decepcionei.
Enfim, começando do
começo. Considerando que a última vez que vimos Jon e Ygritte como um casal foi
no final da terceira temporada (ages ago) havia a necessidade de um
retrospecto. Gostei da maneira como isso foi retratado, o desconforto de Jon, a
curiosidade os comentários de Sam foi uma boa maneira de iniciar o episódio. E
logo vemos o outro lado, os selvagens. Ver um Thenn como um troca-peles não
devia ser surpresa, creio que isso será necessário mais a frente. E Ygritte,
uma das minhas atuações preferidas, com toda sua raiva e sede de vingança e seu
amor mal resolvido por Jon, só fez com que eu ansiasse mais pelo reencontro dos
dois. Foi ótimo ver a força da personagem quando ela enfrenta Styr.
Goiva e seu bebê
passando a metros dos selvagens, no entanto, me desagradou. Certamente que
passar tão perto deles em um campo aberto seria um risco desnecessário, um
deles poderia ter simplesmente levantado a cabeça e a avistado e montar
acampamento sem deixar guardas ao redor é uma estupidez. Ela não deveria ter
passado tão livremente.
A conversa de Sam com Meistre Aemon é agradável
e nos recorda de sua origem Targaryen. Sam mal tem tempo de reaver Goiva e a invasão tem seu início. Alliser Thorne deixa de lado suas diferenças
com Jon pela batalha enquanto Goiva é ingênua e otimista ao pedir a promessa de
que Sam não morrerá. E mais uma vez, a HBO mostra seu serviço com os impressionantes
efeitos especiais. Os mamutes e gigantes couberam perfeitamente no cenário, não
deixando motivos para duvidarmos do realismo de futuras cenas envolvendo
criaturas místicas.
Como alguém que
esperava muito, finalmente, ver Jon no comando, odiei vê-lo parado atrás de Sor
Allister enquanto este gritava comandos. Poxa, se a Guarda da Noite não tem
homens o bastante, não pode deixar um de bobeira, não é? Mesmo quando assume a
liderança nada o impediria de usar um arco. Faltava o Jon do livro, de dedos
ensanguentados de tanto disparar flechas. Mas isso pode até ser esquecido
quando ele desce para lutar contra os selvagens de espada em punho. Disparar
flechas a distância é bem impessoal e o
embate de Jon com o Thenn foge disso.
A cena final de Ygritte
e Jon é bem satisfatória. O diálogo é fiel ao livro, mas fazer com que Jon presenciasse a flechada, e soubesse quem a causou tornou tudo mais forte e comovente. Todas as emoções estão lá. Jon é convincente com
seu sorriso ao vê-la e com sua surpresa quando é atingida. Fazer com que o menino,
Olly, a tenha matado foi bem a cara da série. Foi Sam que disse para ele lutar.
É sombrio e cruel, mas como foi Ygritte que matou a família dele também é justo.
Voltando um pouco. Simpatizei pela primeira vez com Sor
Alliser diante de sua determinação ao motivar seus irmãos, ele pode agir como
um idiota mas é uma posição dele é difícil de qualquer modo. Isso é acentuado
pela hipocrisia e prepotência de Janos Slynt, que se mostra um covarde. Numa
luta sempre há aqueles que não são corajosos. Seria bom de vê-lo desmoralizado
e tendo que se submeter a Jon. Quanto a Fantasma, ele realmente merecia uma participação maior. Para um animal de tamanho poder sua participação passa praticamente despercebida, um desperdício.
Uma das minhas cenas favoritas foi definitivamente Grenn e seus companheiros defendendo o portão interno. Com todos os desacordos, brigas internas ficava claro a fraqueza da Muralha, toda a nobreza e honra estavam perdidas. Mas ver os votos serem repetidos diante da ameaça de um gigante mostrou que há esperança.
O episódio termina nos deixando ansiar pelo próximo capítulo. Muita coisa que eu esperava que acontecesse não foi abordada, porém, creio que foi para melhor.
Pôde-se desenvolver bem os tramas presentes e deixar a conclusão para a season
finale. Ah, qual não seria a surpresa para aqueles que não sabem o que está por
vir hahaha.










21/03 - Clube do Livro Ribeirão - Mulheres e Literatura









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